Como Criamos um Campo de Batalha Dentro de Nós
Já sentiu que seu próprio corpo estava contra você? Como se, por mais que tentasse, algo dentro de você sabotasse sua energia, seu humor e sua paz? Às vezes, não percebemos, mas transformamos nosso corpo em um campo de batalha, onde pensamentos, emoções e dores disputam território.
A boa notícia? Essa guerra não é inevitável. E ouvir o que o corpo tem a dizer pode ser o primeiro passo para a paz.
O Corpo Não Esquece
O que você sente agora? Não apenas no coração, mas nos ombros, no estômago, na respiração? Muitas vezes, carregamos o peso de emoções não resolvidas sem perceber. A tensão no pescoço pode ser um acúmulo de responsabilidades. A dor no estômago, um medo silencioso. O cansaço constante, um pedido de pausa que ignoramos há tempos.
O corpo não esquece o que a mente tenta varrer para debaixo do tapete. Quando você engole um choro, ele aperta sua garganta. Quando você ignora um limite, ele responde com insônia. Quando você se sobrecarrega, ele se defende com exaustão.
Entre a Guerra e o Silêncio
E por que insistimos em não ouvir? Porque fomos ensinados a lutar contra nós mesmos:
Na autoimagem: Nos olhamos com olhos duros, vendo defeitos onde há humanidade.
Nas emoções: Acreditamos que sentir demais é fraqueza, então nos anestesiamos.
Na produtividade: Medimos nosso valor pelo que fazemos, e não pelo que somos.
O problema é que resistir às emoções não as apaga. Elas apenas encontram um outro jeito de aparecer—no corpo, nos pensamentos acelerados, no cansaço que não melhora com o sono.
Mas e se, em vez de lutar, aprendêssemos a escutar?
Autocuidado: Um Acordo de Paz
Autocuidado não é sobre fazer mais, mas sobre fazer diferente. É sobre escolher, todos os dias, um caminho de paz consigo mesma.
Isso pode começar com pequenas atitudes:
Respirar fundo e sentir seu corpo de verdade. Onde dói? Onde há tensão? O que essa sensação quer te dizer?
Trocar a crítica pelo acolhimento. Se você não falaria assim com um amigo, por que falar assim consigo mesma?
Respeitar os sinais. Sono, fome, cansaço e emoção são mensagens, não obstáculos.
Aceitar que você não precisa ser perfeita para merecer descanso, cuidado e amor.
A guerra interna só termina quando paramos de resistir e começamos a nos tratar com gentileza.
Hoje, que tal perguntar ao seu corpo o que ele precisa? E mais do que isso, que tal ouvi-lo de verdade?